08 de junho de 2002. sábado. 22h.
casa vermelha. latitude -25° 25' 40''. longitude 49° 16' 23''. curitiba, paraná.
abertura da II mostra da faculdade de artes do paraná.


há exatos 07 anos, surgia ANFETAMINAS NÃO FAZEM BEM À SAÚDE MAS SÃO ÓTIMAS PARA ADUBAR O JARDIM, feto maldito deus na barriga acontecimento sedutor fundador da companhia silenciosa.


















no espaço tomado da casa vermelha, ao longo das duas horas do evento, delineavam-se os principais leitmotive da companhia silenciosa, visitados e revisitados e aprofundados em todos seus 17 trabalhos subsequentes.























eis a indômita equipe responsável por tamanha realização:





ANFETAMINAS NÃO FAZEM BEM À SAÚDE MAS SÃO ÓTIMAS PARA ADUBAR O JARDIM


Roteiro e Encenação: GIORGIA CONCEIÇÃO


Elenco: LÉO GLÜCK, FÁBIA REGINA, CILIANE VENDRUSCOLO, ELIZANDRA SANTOS, LUCIANNA RAITANI, DAYANA ZDEBSKY, JULIANA ADUR, TITI SOUZA


Participação Especial: BANDA POMPÉIA


Encenador Assistente: HENRIQUE SAIDEL

Sonoplastia: ADRIANO ESTURILHO

Figurinos: ANA CRISTINE WEGNER

Cenários: HENRIQUE SAIDEL

Iluminação: FÁBIA REGINA

Operação de Luz: CLEBER SILVESTRE

Maquiagem: LÉO GLÜCK

Pesquisa Iconográfica: ROSSANO SILVA e LILIANE MOMM

Programação Visual: HENRIQUE SAIDEL

Fotografias: ALESSANDRA HARO

Produção: ARTESTRATÉGIA



















Dois dias depois da apresentação, chegaram os primeiros ecos.


Comemorando, pois, esta data festiva, publicamos agora o texto da Prof. Dr. Margarida Gandara Rauen, inédito até então.







Rubrica: personas se movimentam sobre pedestais. Sonoplastia marcha nupcial; 1ª contradição: à memória de uma igreja sobrepõe-se a cena do que poderia ser um night club e ali personas apresentam corpos-energias pseudo sensual – pseudo enquanto esgotados corpos se agitam e procuram alcançar quem olha. Entre as penas/algodão e a meia arrastão o jeito de buscar o pélvis e a maquilagem e a janisjopliana figura com óculos que circula nervosa muda o som é Roberto Carlos ou então o outro espaço em que as “dancers” marginais mulheres vem pra mesa de café, pra divisão de melancia, pra fritura e pra lavação de roupa aspectos do cotidiano... Ano após ano vivendo, seria esse cenário o interior do bordel mais pobre de qualquer urbe onde não há banheira hidro e piso de mármore ou blinder nem tela assinada, mas uma bacia velha e mesmo assim a ingenuidade alegre da brincadeira de bola. Jogo todos nós jogamos e logo o jogo vira mais que riso / é corte é exclusão / corte seco / a banda abafa tudo com rock abafa a dor de saber o vazio é comer o último chocolate do chão como os porcos procuram ração e a “bailarina/dancer” então atira doces em todos, como Artaud queria atirar pedras em seu público talvez porque ele mesmo era frustrado? Muito simples jogar pedras: o público nem se mexe e as dancers saem a banda pára... O fantasma de Artaud se eleva e não temos mais tempo o tempo acabou na noite anfetamina saúde abstração sucata plástica poético reflexo de nossas tantas sucatas humanas e materiais.


Pra Giorgia
com carinho,
Margie 10/06/02











E QUE VENHAM OS PRÓXIMOS 07 ANOS!!!

3 comentários:

Ciliane disse...

Inesquecível dia 08 de junho de 2002. Saudade. beijos.

Ale Haro disse...

Foi onde tudo começou! Hoje estamos velhos e orgulhosos!

léo glück disse...

Eu não estou velha!
;P

 

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