Los Juegos Provechosos - Slideshow






Rua XV de Novembro, Boca Maldita.


Festival de Curitiba, 2009.

3ª Mostra Novos Repertórios.

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08 de junho de 2002. sábado. 22h.
casa vermelha. latitude -25° 25' 40''. longitude 49° 16' 23''. curitiba, paraná.
abertura da II mostra da faculdade de artes do paraná.


há exatos 07 anos, surgia ANFETAMINAS NÃO FAZEM BEM À SAÚDE MAS SÃO ÓTIMAS PARA ADUBAR O JARDIM, feto maldito deus na barriga acontecimento sedutor fundador da companhia silenciosa.


















no espaço tomado da casa vermelha, ao longo das duas horas do evento, delineavam-se os principais leitmotive da companhia silenciosa, visitados e revisitados e aprofundados em todos seus 17 trabalhos subsequentes.























eis a indômita equipe responsável por tamanha realização:





ANFETAMINAS NÃO FAZEM BEM À SAÚDE MAS SÃO ÓTIMAS PARA ADUBAR O JARDIM


Roteiro e Encenação: GIORGIA CONCEIÇÃO


Elenco: LÉO GLÜCK, FÁBIA REGINA, CILIANE VENDRUSCOLO, ELIZANDRA SANTOS, LUCIANNA RAITANI, DAYANA ZDEBSKY, JULIANA ADUR, TITI SOUZA


Participação Especial: BANDA POMPÉIA


Encenador Assistente: HENRIQUE SAIDEL

Sonoplastia: ADRIANO ESTURILHO

Figurinos: ANA CRISTINE WEGNER

Cenários: HENRIQUE SAIDEL

Iluminação: FÁBIA REGINA

Operação de Luz: CLEBER SILVESTRE

Maquiagem: LÉO GLÜCK

Pesquisa Iconográfica: ROSSANO SILVA e LILIANE MOMM

Programação Visual: HENRIQUE SAIDEL

Fotografias: ALESSANDRA HARO

Produção: ARTESTRATÉGIA



















Dois dias depois da apresentação, chegaram os primeiros ecos.


Comemorando, pois, esta data festiva, publicamos agora o texto da Prof. Dr. Margarida Gandara Rauen, inédito até então.







Rubrica: personas se movimentam sobre pedestais. Sonoplastia marcha nupcial; 1ª contradição: à memória de uma igreja sobrepõe-se a cena do que poderia ser um night club e ali personas apresentam corpos-energias pseudo sensual – pseudo enquanto esgotados corpos se agitam e procuram alcançar quem olha. Entre as penas/algodão e a meia arrastão o jeito de buscar o pélvis e a maquilagem e a janisjopliana figura com óculos que circula nervosa muda o som é Roberto Carlos ou então o outro espaço em que as “dancers” marginais mulheres vem pra mesa de café, pra divisão de melancia, pra fritura e pra lavação de roupa aspectos do cotidiano... Ano após ano vivendo, seria esse cenário o interior do bordel mais pobre de qualquer urbe onde não há banheira hidro e piso de mármore ou blinder nem tela assinada, mas uma bacia velha e mesmo assim a ingenuidade alegre da brincadeira de bola. Jogo todos nós jogamos e logo o jogo vira mais que riso / é corte é exclusão / corte seco / a banda abafa tudo com rock abafa a dor de saber o vazio é comer o último chocolate do chão como os porcos procuram ração e a “bailarina/dancer” então atira doces em todos, como Artaud queria atirar pedras em seu público talvez porque ele mesmo era frustrado? Muito simples jogar pedras: o público nem se mexe e as dancers saem a banda pára... O fantasma de Artaud se eleva e não temos mais tempo o tempo acabou na noite anfetamina saúde abstração sucata plástica poético reflexo de nossas tantas sucatas humanas e materiais.


Pra Giorgia
com carinho,
Margie 10/06/02











E QUE VENHAM OS PRÓXIMOS 07 ANOS!!!


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Nossa Beleza e Aventura Futurística

Ainda — mesmo depois da morte do tempo & do espaço — cantamos o amor ao perigo, o hábito da energia & a intrepidez. Desde então a literatura exaltou uma imobilidade pesarosa, êxtase & sono. Nós exaltamos a ação agressiva, a insônia febril, o passo ginástico, a bofetada & o soco. Nada de sensíveis romances pós-estruturalistas sobre necrofilia.

Nós afirmamos que a magnificiência do mundo foi enriquecida por uma nova beleza: a beleza da velocidade & do artificial. O carro de corrida cuja capota é adornada com grandes canos, como serpentes de respirações explosivas de um carro bravejante que parece correr na metralha & a solitária boneca inflável com realísticos buracos de silicone cor-de-rosa são mais belos que a Vitória da Samotrácia. Não há beleza fora da luta. Nenhum trabalho sem caráter agressivo pode ser uma obra de arte.

Agora sim nós estamos no último promontório dos séculos!... Por que nós deveríamos olhar para trás, quando o que queremos é atravessar as misteriosas portas do Impossível? Nós já vivemos no absoluto, porque nós criamos a velocidade, eterna, onipresente. Nós destruímos toda covardia oportunista ou utilitária. Nós cantamos as grandes multidões excitadas pelo prazer, & pelo tumulto; nós cantamos a canção das marés de revolução, multicoloridas & polifônicas nas modernas capitais; nós cantamos o vibrante fervor noturno de arsenais & estaleiros em chamas com violentas luas elétricas; cantamos o glitter & a dança do acasalamento; estações de trem cobiçosas que devoram serpentes emplumadas de fumaça; pontes que transpõem rios, como ginastas gigantes, lampejando no sol com um brilho de facas; navios a vapor aventureiros que fungam o horizonte; o salto alto & a perna desnuda; locomotivas de peito largo cujas rodas atravessam os trilhos como o casco de enormes cavalos de aço freados por tubulações; & o vôo macio de aviões cujos propulsores tagarelam no vento como faixas & parecem aplaudir como público entusiasmado.

Preferimos ser idiotas a ficar obcecados pela morte. A nossa arte é feita de excesso, superabundância, assombro. Usamos nossa raiva, nosso asco, nossos desejos verdadeiros de caminhar em direção à auto-realização, à beleza e à aventura. Nossa bomba negra explode em esperma & estalos, ervas hilariantes & pirataria, estranhas heresias xiitas & fontes paradisíacas borbulhantes, ritmos complexos, pulsações da vida, tudo o que for sem forma e raro. Debochamos do fetichismo elitista de niilistas patéticos, o autodesprezo gnóstico dos intelectualóides “pós-sexuais”. Esse é nosso desejo verdadeiro & para realizá-lo precisamos contemplar não apenas uma vida de arte pura, mas também o crime puro, a insurreição pura. Amém.





Léo Glück,

Companhia Silenciosa - Maio de 2009.


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FESTA BURLESCA _ 16 de maio de 2009 _ sábado _ no cafofo couve-flor _ simplesmente imperdível _




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Preparação para os 100 anos do Manifesto Futurista!!!

A Companhia Silenciosa
tem a ansiedade de declarar
o furor com o qual irá
comemorar os seus sete anos de existência
e os 100 anos da publicação do
Manifesto Futurista
de Filippo Marinetti
preparem-se para
BURLESCAS
em breve
(mais informações nos próximos dias)

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PASMEM!!! MUDAMOS DE LUGAR...


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LEVE A COMPANHIA SILENCIOSA PARA CASA


LOS JUEGOS PROVECHOSOS



Poster/Programas 
R$ 5,00








CALENDÁRIOS 

R$10,00







À venda durante o espetáculo e no stand do Movimento de Teatro de Grupo no Memorial de Curitiba

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LOS JUEGOS PROVECHOSOS no Festival de Curitiba 2009!

as intrigas, o látex e os automóveis irremediavelmente à vista!


LOS JUEGOS PROVECHOSOS
incríveis réplicas de dinossauros robotizados em tamanho natural


Dias 20/03/2009 às 21 horas, 21/03/2009 às 24 horas (meia-noite), 27/03/2009 às 21 horas e 28/03/2009 às 24 horas (meia-noite)
Local: Rua XV de Novembro, Boca Maldita




*****EXTRA EXTRA EXTRA*****
Léo Glück Live In Moscow, de Léo Glück e
Salmon Nela, de Giorgia Conceição
Dia 27 às 15 horas
Local: TEUNI - Universidade Federal do Paraná
***ENTRADA FRANCA***

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UM FELIZ 2009!

e não deixe sua vaca ir pro brejo!
:)


{{{são os faceiros votos da companhia silenciosa}}}

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LOS JUEGOS PROVECHOSOS - segundas repercussões.

Cenas à mostra


Gazeta do Povo, Caderno G, 11/11/2008

Por Luciana Romagnolli


Diante da pluralidade de linguagens vista sobre o palco do Teatro da Caixa – e arredores – e dos debates relevantes levados a cabo nos dias seguintes às apresentações, a 4ª Mostra Cena Breve se firma no circuito curitibano como um frutífero encontro dos grupos entre si e com o público. Este, a bem da verdade, deixou a dever nos primeiros dias, abandonando boa parte das cadeiras ao vazio, mas se fez presente em quantidade no sábado, superlotando a mostra e vibrando com companhias como a Silenciosa – e, no dia anterior, o Elenco de Ouro.


O sex-appeal de Marina Nucci (à frente) e Giórgia Conceição, em "Los Juegos Provechosos", da Companhia Silenciosa


Foram os dois grupos que fizeram o maior barulho nesses cinco dias, explodindo o espaço do teatro em direção à rua. Com gosto pelo escândalo, a Silenciosa começou sua provocação pelo saguão da Caixa, onde Henrique Saidel interagiu com um boneco inflável de sex-shop e sugestivos cavalos de brinquedo em movimento, presos a eixos que limitavam sua rota. A crítica à ordem social se fez mais polêmica pela presença de Leão Brasil, um homem-propaganda da “vida real” trazido à cena a ler um texto que claramente não entendia. A manipulação e a dominação se evidenciaram, sem que a companhia se excluísse da sociedade que a produz.

A cena continuou na rua em frente, com a chegada das atrizes Marina Nucci e Giórgia Conceição, que se puseram a lavar um carro sensualmente, desafiando os padrões da sociedade da aparência. Os minutos da Silenciosa terminaram com a descida de Léo Glück, por uma corda, do alto da Capela Santa Maria, questionando a liberdade e avivando a dimensão espetacular da cena toda.

Entre as quatro paredes do teatro, muito mais aconteceu que não cabe aqui. Sensíveis adaptações de escritos de Caio Fernando Abreu pelas mineiras do Teatro Albatroz, e de Hilda Hilst pelas curitibanas do Coletivo Joaquina. O texto de Luis Felipe Leprevost como elemento central da cena feita pela Provisória. O teatro concentrado no corpo levado ao palco nu pela Obragem. A tematização do nu, da masculinidade e da biografia na intersecção entre teatro e artes visuais do trabalho de Clóvis Cunha.
Experimentações com projeção de vídeo surgiram na obra de Clóvis e de grupos como ACruel e o Teatro de Alvenaria, enquanto a Vigor Mortis, conhecida por usar o recurso, despojou-se da tela e mirou o horror. Viu-se diferentes graus de risco assumido e de realização do que se propunha. Nem todas as cenas primavam pelo ineditismo ou obedeciam aos 15 minutos. Mas, juntas, ofereceram uma variedade de olhares distintos sobre a realidade e o teatro. Como a aranha de muitos olhos que serviu de metáfora à obra da ACruel.


http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=826710&tit=Cenas-a-mostra
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LOS JUEGOS PROVECHOSOS - primeiras repercussões.

Nesta 4ª edição da Mostra Cena Breve Curitiba, a organização do evento emplacou uma idéia bastante interessante e pertinente. Inaugurou um blog, onde foram postadas, diariamente, críticas escritas pelo jornalista Valmir Santos, que acompanhou toda a Mostra (apresentações e debates).

Para quem não assistiu às cenas deste ano e quer saber o que perdeu (!), ou para quem viu e quer se inteirar um pouco mais do assunto, sob um outro foco, vale a pena visitar o blog e, inclusive, deixar lá o seu comentário.


Segue, agora, o texto escrito sobre a cena LOS JUEGOS PROVECHOSOS (INCRÍVEIS RÉPLICAS DE DINOSSAUROS ROBOTIZADOS EM TAMANHO NATURAL), da Companhia Silenciosa.
Aproveitem.



Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

O LÁTEX, O ESGUICHO E A CAPELA. E O CONTRATO!





fotos: Elenize Dezgeniski


Três seqüências de Los juegos provechosos – incríveis réplicas de dinossauros robotizados em tamanho natural, projeto da Companhia Silenciosa, de Curitiba


Assídua no histórico dos quatro anos desta Mostra, a Companhia Silenciosa cometeu uma “cena” das mais inquietantes. Los juegos provechosos – incríveis réplicas de dinossauros robotizados em tamanho natural, o título de implicações épicas risíveis desde largada, é um trabalho que veio para embaralhar as certezas e incertezas do lugar do teatro, do ator, do público, do cidadania (porque na dimensão da pólis) e da ética coligada a uma estética. Tudo coerente com os rumores dos projetos provocados desde que foi fundada em Curitiba, em 2002 - e dos quais acompanhei alguns, como Parasitas e Jesus vem de Hannover.

Desconhecia essa disposição no currículo do grupo para intervir em espaços públicos ao ar livre e a bel-prazer do “acaso”, essa instância rara de deparar em estado bruto, já que os dias de hoje são dados às armações. E o teatro, como arte da mentira (também, mas em contrapartida à verdade), vai por esses flancos com mais jogo de cintura.

Los juegos provechosos mantém o pacto de que não estamos diante de uma história. A Silenciosa fala por meio de outras bordas. Desconstrói com ferramentas da arte performática, do manifesto, da não-representação e do apreço pelas inversões de expectativa, de dramaturgia revirada do avesso. Um dos traços desse “mix” é a irreverência.Todos os artistas oxigenaram o cabelo. No hall do teatro, onde tudo começa para depois ganhar a rua, arma-se a roda apinhada para entrever um sujeito, justamente o encenador Henrique Saidel fazendo as vezes de ator, metido em camiseta e cuecas vermelhas, a inflar bonecos com ares do pulmão ou artificiais. Contam-se três dinossaurinhos de plástico e um "homem de látex", desses de sex shop. Há ainda dois cavalinhos a girar em torno de si, movidos a pilha.

Esse carrossel desatina ao introduzir no círculo a figura do locutor comercial, um profissional das ruas curitibanas escalado para ler um texto árido em conceitos sobre a urbe, arquitetura e afins, no que deu para ouvir e entender. O locutor, voz empostada e nervosa, ornado em sua berrante roupa amarela, chama a atenção não pelo conteúdo, mas pelos tropeços na leitura, a dicção, a ignorância dos termos em inglês, e logo ele vira mote de piada, e não esta conseqüência em si da contracenação com o tipo espantoso que orquestra a brincadeira.

Soube-se depois, a companhia contratou o locutor, deu a ele uma ligeira explicação do que era a proposta, e o profissional topou. Quando se conjugou cidadania, estética e ética linhas acima, foi para jogar luz sobre essa opção. O nível de apropriação de uma pessoa cooptada fora do universo do teatro parece conspirar contra o caráter libertário que Los juegos provechosos prenuncia.

Para fazer um paralelo, o cineasta Eduardo Coutinho é referência no zelo para com seus personagens nos documentários, sem catapultá-los da realidade para distorcê-los, porque aí já não seria mais documento. Do jeito que tratou o locutor, a Silenciosa quebrou o “contrato” com seu público que não foi informado da “participação especial”, de que ele recebeu cachê para isso. Se o fizesse, talvez o riso ganhasse outra tonalidade.






A ação continuou na calçada da Caixa Cultural, quando estaciona um carro vermelho e deles saltam duas loiras, obviamente oxigenadas, pelas atrizes Giorgia Conceição e Marina Nucci. Elas ligam o som, abrem as portas, ensaboam a lataria com seus corpos voluptuosos, esguicham a mangueira entre si e no objeto do desejo, causando euforia em parte dos pedestres-espectadores que preenche as escadarias do teatro, a calçada e uma faixa do asfalto, todos fixados no lava-rápido improvisado (o fetiche combinava com aquela noite de sábado em que a mídia nacional veiculou à beça o encerramento de mais um Salão do Automóvel na capital paulista, onde o atropelamento de cuca tem trânsito livre).

O terceiro e último segmento precipita do alto da fachada de um prédio histórico do outro lado da rua, a Capela Santa Maria. Uma terceira atriz, Léo Glück, encarna a Mulher Maravilha (para completar o time de heróis saudados na Mostra) e desce pendurada em cabo-de-aço. Sob a mira de um canhão de luz, ela traz a reboque outro boneco inflável. Em certa passagem, o objeto de plástico cai sobre os fios de alta tensão, para surpresa inclusive dos protagonistas, aliviados por não ter ocorrido nenhum incidente. Quando alcança o chão, a Mulher Maravilha corre para o carro vermelho, onde as duas outras loiras já estavam embarcadas e o veículo sai em disparada.

O ato transcorreu assim, com sobressaltos que a própria Silenciosa não poderia dominar, sob risco de conspirar contra a concepção a que se atreveu, e o deslize em não cuidar da incorporação no mínimo artificiosa de um estranho no ninho. Dentro do caráter efêmero das artes cênicas, Los juegos provechosos verte especificidades que o tornam ainda mais único. Não se sai indiferente ao partilhar esse experimento que provavelmente não será mais visto ao vivo, ratificando a potência desse núcleo para eternizar alguns minutos da vida, real ou inventada, um limite tênue.


Por Valmir Santos.







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LOS JUEGOS PROVECHOSOS


(INCRÍVEIS RÉPLICAS DE DINOSSAUROS ROBOTIZADOS EM TAMANHO NATURAL)


Um jogo de intrigas num tabuleiro de tamanho natural, escala 1 para 1. Posições assumidas, dados lançados. Personagens de látex executam uma doce e deliciosa sinfonia. Nela, a tensa poesia do asfalto, das calçadas, dos prédios, dos jardins, dos automóveis, das sirenes, dos auto-falantes, dos animais e dos seres humanos que se esgueiram pela urbe. Brincadeiras ganham ares insólitos e provocantes... 
Afinal, a vida é cheia de pelúcia e plástico!



dia 08/11/08 - às 20hs. - Teatro da Caixa - IV Mostra Cena Breve Curitiba 2008
 


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todos os dias tentamos esquecer que o desenfreado desejo pelo poder mata.

que o eterno cheiro de pólvora & esperma ainda invade nossas dilatadas narinas.

e que a humanidade é, sim, uma belíssima esperança perdida.









vem aí mais companhia silenciosa na mostra cena breve curitiba dois mil e oito.

aguarde....



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Gazeta do Povo, Caderno G, 12 de outubro de 2008




PERFORMANCE RIFADA

Henrique Saidel, integrante da Companhia Silenciosa, desenvolve uma ação inusitada: rifar uma performance. Cada bilhete (de mil impressos) custa R$2 e permite que o comprador concorra à apresentação exclusiva de uma cena, de 20 a 30 minutos, com direito a escolher onde ocorrerá e quem assistirá.
A concepção da cena deve acontecer durante uma viagem (custeada pela venda dos bilhetes) que o performer fará a uma outra cidade, onde ele propõe observar o espaço urbano, as rotinas e características dos corpos, coletar materiais e conversar com os habitantes.
A rifa correrá pela loteria federal no dia 22 de outubro. Os bilhetes estarão à venda até um dia antes. Quem se interessar pelo prêmio pode encontrar mais informações sobre o projeto nos blogs
http://www.projetorifa.blogspot.com/ ou http://www.companhiasilenciosa.blogspot.com/, com Henrique Saidel pelos telefones (41)3039-8064 e (41)8426-5828 ou pelo e-mail: companhiasilenciosa@hotmail.com.



http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?id=816628

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RIFA: a nova performance de Henrique Saidel

amigos e amigas
não percam a chance de participar deste novo trabalho da Companhia Silenciosa: RIFA






atentem:

RIFA é uma ação artística proposta por Henrique Saidel.
O projeto RIFA acontece em 5 etapas:

1) realização de uma rifa;
2) utilização dos recursos arrecadados para custear uma viagem do artista a uma outra cidade (passagens e estadia);
3) neste local, o artista observa aspectos da cidade: arquitetura, urbanismo, monumentos, paisagens naturais, eventos sociais, rotinas, materiais publicitários, características dos corpos e sua relação com o espaço urbano, coleta de materiais e objetos, conversa com habitantes, registros em vídeo, fotografia, áudio, etc.;
4) com base no material recolhido e nas experiências da viagem, o artista cria uma pequena cena e apresenta com exclusividade ao ganhador da rifa;
5) registro da apresentação em fotografia e vídeo.

Comprando os bilhetes da RIFA (R$2,00 cada), você concorre a uma performance de 20 a 30 minutos de duração, criada e apresentada por Henrique Saidel. Você poderá escolher o local da apresentação e quem irá assisti-la com você. Além disso, o artista se compromete em dedicar publicamente a cena a você, em todas as suas futuras apresentações.

A Primeira Viagem do projeto RIFA é para Belo Horizonte-MG, e acontecerá de 24 de outubro a 02 de novembro de 2008. Nesta viagem, Henrique participará do V Congresso Nacional da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (ABRACE), no qual apresentará um texto sobre o projeto RIFA.
No endereço http://www.projetorifa.blogspot.com você poderá obter mais informações e acompanhar o dia-a-dia da RIFA (vendas, sorteio, nome do sorteado, diário da viagem, criação da performance final, etc).

O sorteio da RIFA correrá pela Loteria Federal em 22/10.
Os bilhetes são numerados de 13000 a 13999
(infelizmente, não é uma rifa de "nomes"...)
O artista entrará em contato com o ganhador para acertar os detalhes do prêmio.

Dúvidas sobre a RIFA poderão ser tiradas a qualquer momento através do e-mail companhiasilenciosa@hotmail.com e pelo telefone (41)8426-5828.




BOA SORTE!




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1º Movimento de Teatro de Grupo de Curitiba (Gazeta do Povo, Caderno G, 17/08/2008)


"Artistas do teatro curitibano se encontraram no último sábado (9) no Ateliê de Criação Teatral (ACT) durante o 1º Movimento de Teatro de Grupo.

Performances solo das inevitavelmente polêmicas integrantes da Companhia Silenciosa (Giorgia Conceição - nada- coberta por paetês cortou e distribuiu sashimi ao som de um funk do sushi)."

Pequena correção: a música era o FUNK DO SALMÃO.

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((((((Léo Glück Live In Moscow)))))) e ((((((Salmon Nela))))))

Salmon Nela

Serviço: Salmon Nela, de Giorgia Conceição, da Companhia Silenciosa, dia 09 de agosto de 2008, bloco das 16hs. às 18hs. Local: ACT – Ateliê de Criação Teatral (Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305). Fone: (41)3338-0450.

JE SUIS LA FEMME!



Serviço:
Léo Glück Live In Moscow, de Léo Glück, da Companhia Silenciosa, integra o evento 1° Movimento de Teatro de Grupo de Curitiba.
Dia 09 de agosto de 2008, bloco das 18hs. às 20hs.
Local: ACT – Ateliê de Criação Teatral (Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305).
Fone: (41)3338-0450.






MORE INFO ON



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Companhia Silenciosa: Oito de junho: Seis anos: Companhia para não ser só: A única Companhia amarelo original: Companhia do abocanhamento: Sim, nós somos sadios! Companhia indelével por natureza: Dia mundial dos oceanos: A verdade nos escapa: A Companhia suspirosa de alma: Brincalhona e transcendente: Mugido de vaca louca: Nasce Sônia Braga: Companhia de outrem: Nos movemos de través: Oblíquos nas hemácias: A Companhia se compraz de prazer: Companhia múltipla: Recognition? Autenticidade? Companhia sopro de vida: Endosso do amor: Televisor de cachorro: A maravilhosa Companhia rolling door: Vamos de um lugar a outro sob quaisquer adversidades: Nossa fórmula atômica se desfaz: Átila invade a Itália: A Companhia que fala: Que atenta: Vive la Compagnie: O trânsito de Vênus pelo Sol do milênio: Companhia da asserção falsa: O efeito pernicioso do elogio: Nós enfrentamos o soco e a paulada: O pink e o dourado: E as nuances do lilás: Nosso crime é a Companhia do silêncio: Nosso vazio vem cheio de enfeites: Nossa saúde melhorou: Sucumba ao desejo do mundo de derreter você também: Nossa arte superabunda: Dos baldios pastos de Curitiba para vossos corações: Desenvolvida da combinação de incríveis métodos especiais e aprovada pela Sua Majestade a Rainha.

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Folha de São Paulo, Ilustrada, 31 de março de 2008. Por Valmir Santos.




"Um destaque é 'Jesus Não Vem de Hannover' [sic],
a fragmentada e exasperada criação da cia. Silenciosa,
que transborda em citações e excitações globalizantes,
sob dramaturgia de Léo Glück
e direção sempre inquieta de Henrique Saidel."


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